to forget is a marvel

Fatal

Que vem do fato.
Mas não seria Fatídica melhor?
Teu riso de escárnio inunda a sala, meus ouvidos.
Que absurdo, que ultraje.
Do que que a senhorita tanto tem medo?
Dos termos, me respondes por entrelinhas
Dos Significados, de mim e de você.
Isso não pode ser. Isso não pode ser.
Que
Dança esquisita.
Há tempos não dançava tanto, e você me caçoava.
Risada.
Canela e pimenta.
Uma bela mentira, dopamina roubada.

Responde-me ou te devoro.

Conta pra mim?

serei sempre tua boba
e vou rir das minhas histórias
conto pra mim
pra lembrar de você

por você e por nada eu
amo tuas carenagens e
busco e
graxo e
não são palavras mais
nunca foi tinta
nunca foi

sempre foi tempo

Pássarinho,

Que caiu do ninho,
Tua casa agora são minhas mãos.

Atrevidos,
Cortaram teu rabinho,
e só voas perto do chão.

Engenhoso,
Adamastor teimoso,
por que escolher a solidão?

Planou longe do sol,
e com fome de formol,
fez do transito luar eterno.

O cinza impetuoso acabou com a tua vida
exprimiu no concretô
biologiavicolá.
Piados já não bastam
para descrever angústia,
massa de sangue e penas,
meu coração,

cova aberta.

...

a rua expressa um arzinho gelado, metódico, que atinge o corpo ainda quente do banho.
Tô grogue de sono.
Por entre as janelas do ônibus,
marcadas de gotas,
vejo nuvens baixas, densas e,
ao fundo,
bem ao fundo
uma igrejinha amarela em meio ao morro verde.
É tudo muito lindo, muito sereno.
Por que essas coisas me lembram de ti?
Por que, pra início de conversa, eu tô escrevendo isso?
Não consigo decifrar tudo, mas foi bom te ver no horizonte.
Dito isso, sei que odeias poesia, tetrâmica ao menos.
Então não fecho com chave de ouro,
apenas paro de falar.

Tensiona,

meus ossos sacrilíacos sussurram teu quadril com molejo
o ardor do osso no osso é suportável pela pele que nos encobre e,
sente
os nervos pulam, teu corpo quente
tutano, adrenalina
falanges que escondem palavras e se divertem
se apertam
que dança gostosa
gostosa
teu lábio fala ao meu turíbulo,
ouvido baixo,
martela o ritmo e
lá de dentro,
do externo,
vem o rugido.
cada costela um arco, fêmur trancado
vértebras lindas, meu amor
cola em mim e,
sente,
não pensa,

calcifica.

Quando eu te desejo,

na verdade é sono.
Dormi pouco e não sonhei,
e me sozinha aqui dentro.
Faltou,
e agora eu quero o resto e mais, cama e carinho, perdão.
perdão.
8 faz eu me sentir desleixada,
6 me deixa exausta e
7 me desloca do dia a dia,

, que tem 24 e não 21.

prospector de genes

antes ação, depois reação,
homem e, só então,
pai
e não poeta, claramente
pai mesmo
tentou ser e, mesmo falhando, ainda é
de ti carrego as presas, os braços, os pelos
e o nariz-batata.
à mim ensinou o cianeto,
a nicotina
e a benzoilmetilecgonina.
sou tua prole, parte você
biologia que nos une
nunca me verás
e ainda assim
talvez por mim, talvez por você
não importa quanta poesia escorra pelos meus dentes

eu ainda morderei como homem.

a marvel we can't afford